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Mostrando postagens de Janeiro, 2020

Desmonte

Numa manhã de dia útil no escritório, já no final de novembro, uma moça que trabalha no mesmo prédio que eu comentou que ainda não havia enfeites de Natal por ali. Questionava a ausência das cores e luzes de fim de ano para alegrar os tons frios das mesas, cadeiras e gaveteiros. O alerta não passou despercebido. Imediatamente parei de olhar para a tela do computador e me peguei por alguns segundos com o cotovelo apoiado na mesa, a mão segurando o queixo e o olhar distante. Depois olhei ao redor. De fato, ainda não havia árvore de Natal, guirlanda, ou boneco de Papai Noel.
No dia seguinte, cheguei ao trabalho com alguns enfeites para adornar a palmeirinha que possuo em minha mesa. "Gostei do seu mato de Natal", comentou um dos colegas, em tom de deboche. De fato, a palmeirinha mais parece mato que cresce do nada em qualquer terra de beira de estrada. Mas era o único ser vivo por ali que poderia servir de árvore de Natal. Eu até poderia pendurar uma guirlanda em meu pescoço, ma…